
A Divisão MAPa2012 foi criada em 2009, na senda de Guimarães-Capital Europeia da Cultura 2012. A partir da aprendigagem metodológica na recuperação do Centro Histórico de Guimarães, a equipa MAPa2012 foram desenvolvidas inúmeras ações no sentido da valorização dos recursos patrimoniais, paisagísticos e naturais do concelho de Guimarães.Este blog foi serviu para a apresentação, em tempo real, dos resultados alcançados por esta equipa da Câmara Municipal de Guimarães. Com a extinção da Divisão, em 2013, cessaram as publicações.




REABILITAÇÃO DO PARQUE DE LAZER DAS TAIPAS
Localização: Caldelas
Data: Setembro de 2012
Área: 40.521,04 m2
Orçamento: 369.462,50 EUR
Estado: A Decorrer
Sinopse:
Este projecto surge no âmbito de uma estratégia de reabilitação dos espaços e equipamentos da vila termal das Caldas das Taipas e de uma lógica de actuação basilar do MAPa2012, no sentido da criação e ampliação das redes existentes no concelho.
Pela sua diversidade funcional, pela abrangência social e pela relevância ecológica e paisagística, o Parque de Lazer das Taipas constitui o mais importante espaço verde da freguesia de Caldelas. A sua requalificação deseja assim contribuir para a continuidade e coesão entre os espaços públicos da freguesia, recuperando a qualidade da vivência do espaço exterior, num diálogo harmonioso entre a natureza e a paisagem do vale do Ave.
A proposta que apresentamos mantém a essência do desenho original (do início do século XIX), ao mesmo tempo que prevê a introdução de elementos qualitativos coincidentes com o uso público intensivo - pavimentação, mobiliário, iluminação, rede de pluviais, etc.
As propostas de percursos visam melhorar a conectividade e a coesão da rede pública e abrangem o caminho de ligação aos Banhos Velhos, que acompanha o rio Ave e a ribeira da Canhota - um território agrícola de considerável valor paisagístico, que perfaz uma ligação franca ao conjunto termal; e a ligação ao parque de Ponte, onde, ao longo das margens do rio Ave, se evidenciam e valorizam elementos patrimoniais como os lavadouros públicos e o pontilhão das Taipas.
Vídeos:
Estudos para o Pq. de Lazer das Taipas (1/5)
Estudos para o Pq. de Lazer das Taipas (2/5)
Estudos para o Pq. de Lazer das Taipas (3/5)
Estudos para o Pq. de Lazer das Taipas (4/5)
Estudos para o Pq. de Lazer das Taipas (5/5)



CAMINHO DA CIDADE
Estudos na Cidade Histórica de Guimarães
Localização: Azurém, Candoso S. Tiago, Costa, Creixomil, Fermentões, Mascotelos, Mesão Frio, Pencelo, Selho S. Lourenço, Urgezes
Data: Agosto de 2012
Área (extensão): 23 Km’s
Apoio (CMG): 5.928 EUR (Alojamento na Pousada da Juventude)
Estado: Executado
Sinopse:
O Caminho da Cidade foi organizado sob a forma de um seminário pelo City Laboratory, uma plataforma de arquitectura preocupada com a exploração de metodologias e práticas contemporâneas de projeto para cidades e lugares de valor histórico e cultural.
O projeto estabeleceu um percurso pedestre, baseado em rotas históricas preexistentes, moldando uma circular que abarca a totalidade da unidade de paisagem em que a cidade de Guimarães está definida. Para além de promover o acesso do público a estas paisagens e de melhorar a qualidade das áreas rurais que o Caminho cruza e conecta, foi objecto de grande dedicação dos intervenientes, melhorar o entendimento, a interpretação e a releitura da história da cidade e do seu quadro territorial.
A metodologia implementada incluiu fotografia de precisão, esboço da paisagem, levantamento detalhado, fotogrametria, análise cartográfica, desenho e criação de imagem, permitindo a descrição e representação da riqueza cultural e natural das áreas exploradas. O programa integrou ainda palestras, oficinas práticas, debates, visitas e apresentações de grupo, fornecendo o quadro teórico e prático necessário ao desenvolvimento de reflexões estratégias.
O percurso pedonal e ciclável que resultou do Caminho da Cidade, já foi testado no âmbito do MAPa2012 com uma avaliação muito positiva dada a coerência, beleza e diversidade que inclui. Serão adotadas novas iniciativas no sentido de potenciar este trabalho e de gerar novos materiais e motivos de interesse que contribuam quer para alternativas de mobilidade quer para o (re)conhecimento da evolução do território onde vivemos.
Imagens:
1ª Volta Experimental (MAPa2012)
Visita com a AVE - Associação Vimaranense para a Ecologia
Vídeos:
Fotomontagem Caminho da Cidade ½
Fotomontagem Caminho da Cidade 2/2



MONTE CAVALINHO
Estudo para uma integração ‘verde’ no sistema urbano
Localização: Urgezes, Costa e Creixomil
Data: Maio de 2012
Área: 12.772.345,90 m2
Estado: Estudo Executado
Sinopse:
Este estudo aborda a área do Monte Cavalinho em três dimensões essenciais do sistema urbano: a ecológica, a integração paisagística e as soluções de conectividade, surgindo na sequência das operações urbanísticas previstas para a frente sul da cidade de Guimarães. Partindo das áreas de cedência ao domínio público, definidas nos planos de desenvolvimento urbano, procurou-se delinear uma estratégia que considerasse este espaço fundamental da paisagem e o integrasse no sistema urbano.
O estudo inclui a análise territorial, onde se procurou registar algumas informações importantes para a elaboração de uma proposta: fisiografia, hidrografia, ecologia, redes de mobilidade (viária e pedonal), redes de transportes públicos, principais equipamentos, património construído e paisagístico e a ocupação do solo.
Considerando o monte Cavalinho como referência, contextualizou-se, ao nível da bacia hidrográfica, circuitos diferenciados em três âmbitos: percursos pedonais funcionais, percursos pedonais de lazer e um percurso viário que cruza com percursos pedonais de lazer mais curtos. A fase do estudo correspondente às propostas para o eixo Urgezes/Guimarães evidencia soluções de conetividade que permitem aproximar aquele que é um grande atrativo do concelho - o centro histórico - ao território e património envolvente.
Esta estratégia atribui novas funções urbanas ao Monte Cavalinho, reconhecendo o importante desempenho que este tem nos sistemas ecológicos fundamentais, adaptando simultaneamente esta realidade, ao processo de tranformação da sua frente urbana.
Anexos:
Levantamento Fotográfico



O ÚLTIMO MOINHO
Localização: Moreira de Cónegos
Data: Abril de 2012
Área: 5.012,98 m2
Orçamento: 30.000 EUR
Estado: A Decorrer
Sinopse:
Resultado de um pedido de apoio técnico que a junta de freguesia de Moreira de Cónegos remeteu ao MAPa2012, este projeto surge no âmbito de processo de valorização e requalificação do património molinológico local, atualmente o votado ao abandono.
O MAPa2012 delineou um programa para reverter o processo de degradação do moinho e edifícios anexos, que contempla a recuperação de quatro construções graníticas implantadas em socalcos, respectivamente: o moinho; a antiga habitação do moleiro a este anexa; o armazém de cereais (que servia de apoio ao moinho); e uma segunda habitação do moleiro, anexa ao armazém.
O programa compreende a recuperação e reposição da função original do edifício para a moagem de cereais; a criação de uma cozinha regional, equipada com forno a lenha para a cozedura de pão, bem como uma sala de refeições e respetivos apoios (instalações sanitárias e arrumos - dependências necessárias ao seu bom funcionamento). No terreno envolvente, serão criados espaços para convívio ao ar livre - campos para jogos tradicionais, como a petanca ou malha.
Para esta colaboração, foram definidos pela junta de freguesia três pressupostos essenciais: o primeiro, que toda a obra assentaria em mão de obra voluntária; o segundo, que todos os materiais empregues seriam resultado do aproveitamento de outros já existentes no local, ou então resultado de donativos; e o terceiro, que o projeto deveria ser suficientemente flexível para que, a qualquer momento, fosse possível a sua adaptação a novas condições, resultado de alterações de ordem programática e/ou dos materiais entretanto disponíveis ou doados.
Este projeto, que se deseja autossustentável e agregador das vontades partilhadas da população local, reúne todas as condições para o desenvolvimento de experiências de forte carácter humanista, nas quais o MAPa2012 acredita que deve assentar o desenvolvimento futuro das nossas comunidades.
* com base nos valores de referência para obras de reabilitação no ano de 2012.
Imagens:
Vídeos:
O Último Moinho - memórias
Máquina de Fazer Rios e Animar Espíritos - Montagem (dia 1)
Máquina de Fazer Rios e Animar Espíritos - Montagem (dia 2)
Máquina de Fazer Rios e Animar Espíritos - Montagem (dia 3)




Mosteiro de Souto S. Salvador
ESPAÇO DE AÇÃO SOCIAL E RESIDÊNCIA PAROQUIAL
Localização: Souto S. Salvador
Data (projeto): Janeiro de 2012
Área: 1.501,20 m2
Orçamento: 295.815,33 €
Estado: A Decorrer
Sinopse:
A reabilitação do Espaço de Ação Social e Residencial da Paróquia de Souto S. Salvador, desenvolve-se no sentido de valorizar uma iniciativa comunitária exemplar, simultaneamente firmando e expandindo um importante ponto de interesse arquitetónico e paisagístico do concelho de Guimarães, organizado na envolvente do antigo Mosteiro.
Nos últimos seis anos, por iniciativa comunitária, o espaço contíguo à Igreja e à antiga Residência Paroquial tem vindo a ser dinamizado semanalmente através do funcionamento organizado de uma cantina, cujas receitas revertem integralmente para obras de beneficiação da paróquia.
Esta atividade, que tira o melhor partido dos recursos locais e das suas tradições gastronómicas, praticada em sistema de voluntariado, rapidamente foi bem sucedida. Por consequência, as construções precárias anexas ao alçado posterior do edifício foram crescendo, resultando num conjunto disconexo que degrada as qualidades arquitetónicas de toda a fachada, em particular do beiral prolificamente decorado com figuras medievais, assim como a sua envolvente paisagística.
Através da preservação e do reforço do seu carácter histórico e rural, e da manutenção e valorização das infraestruturas de apoio existentes, o programa final para o Mosteiro de Souto S. Salvador e áreas adjacentes, compreende reabilitação da antiga residência paroquial, para a habitação do Padre da freguesia e para outras funções relacionadas com a paróquia; na implantação de uma nova cantina, que será posicionada a sul, em continuidade com a restante área e na requalificação dos espaços exteriores, nomeadamente das hortas de apoio aos dois edifícios.
Este projeto potenciará uma valência imaterial sem precedentes para o concelho de Guimarães, por servir uma comunidade cuja ação social se propaga muito além das fronteiras, de forma autossuficiente, estabelecida num processo de solidariedade e sustentabilidade que interessa defender.
Anexos:
Mosteiro de Souto S. Salvador - Síntese Histórica



TRABALHO DE SENSIBILIZAÇÃO PARA UMA INTERVENÇÃO PAISAGÍSTICA NA LAPINHA
Localização: Calvos
Data: Novembro de 2011
Estado: Trabalho Executado
Sinopse:
O Santuário da Lapinha constitui uma referência de valor na tradição do concelho de Guimarães. A “Ronda da Lapinha”, uma peregrinação religiosa com mais de 400 anos, conecta anualmente 14 freguesias num percurso entre a Senhora da Oliveira, no centro histórico da cidade, e o recinto do santuário, localizado freguesia de Calvos.
Por falta de manutenção, a vegetação envolvente atingiu uma escala e uma densidade desmedidas, fazendo com que nos antigos pontos de observação do recinto, a imagem do vale a perder de vista fosse obstruída por eucaliptos de grandes dimensões e outra vegetação evasiva. De igual modo, a imagem global do recinto, a escadaria e a igreja foram completamente apagadas de uma perspectiva à distância, sendo apenas visíveis no local.
Numa iniciativa conjunta com a Irmandade da Lapinha, para a promoção de um maior envolvimento por parte da população na manutenção do espaço público da sua freguesia, foi iniciada um acção de sensibilização dirigida aos proprietários dos terrenos circundantes do recinto para a desflorestação de eucaliptos e a manutenção das terras.
O MAPa2012 contribuiu com a elaboração de uma selecão de fotomontagens, simulando o modo como o espaço construído e uma extensão mais vasta da paisagem do vale poderiam lograr com esta iniciativa. Nas fotomontagens que apresentamos, foram reforçados os principais pontos de miradouro do recinto e a vista da igreja e da escadaria.
Anexos:



PERCURSO CAMPO DE AGRA / PARQUE DO SELHO
Localização: Selho S. Cristóvão
Data (projeto): Novembro de 2011
Área de intervenção: 5.873,10 m2
Extensão do percurso: 765,35 m
Orçamento: 107.232,00 EUR
Estado: A Decorrer
Sinopse:
Enquadrado na estratégia Mob2012, este projecto propõe a delineação de um percurso pedestre e ciclável entre o Campo de Agra e o Parque do Rio Selho, dando continuidade à ligação entre o lugar do Reboto e o Campo de Agra, concluíndo assim o eixo entre Guimarães e Pevidém.
A área de intervenção encontra-se integrada em espaço urbano, enquadrada na sua maioria por uma moldura edificada de carácter habitacional, contemporânea do desenvolvimento industrial do núcleo de Pevidém e da constituição dos bairros destinados à classe operária.
A proposta assenta sobre o princípio fundamental de melhorar as condições de conforto e segurança nos percursos propostos, favorecendo a conectividade entre lugares, equipamentos e populações.
No projecto foram considerados parâmetros como: eixos preferênciais de circulação pedonal, rede viária, rede de transportes públicos, percursos de recreio e lazer, equipamentos existentes, etc.
Considerando que as distâncias do território estudado são curtas e que a topografia existente não é obstáculo, melhores condições de conforto e segurança nos percursos são um incentivo à mudança do paradigma das formas de mobilidade no território, bem como uma maior consideração pelos pressupostos sociais e ambientais vigentes.




ÁREA SOB O VIADUTO DE CANDOSO
Localização: Candoso S. Martinho
Data: Novembro de 2011
Área: 12.272,90 m2
Orçamento: 66.133,00 €
Estado: A Decorrer
Sinopse:
A proposta apresentada para o espaço sob o viaduto de Candoso - um tramo da autoestrada A11, que liga Guimarães a Braga -, enquadra-se em dois dos programas desenvolvidos pelo MAPa2012: os Espaços Criativos e a rede MOb2012. O programa dos Espaços Criativos pretende, através da identificação e intervenção, criar novas oportunidades de espaços para o enquadramento de diversas dinâmicas artísticas e sociais, tendo por base a reutilização e regeneração de áreas devolutas. Da mesma forma, procura-se cruzar esta estratégia de intervenção pontual com a rede de mobilidade estratégica para o concelho de Guimarães, MOb2012. As sinergias entre os dois programas são fundamentais uma vez que a conetividade e mobilidade no território é essencial ao desenvolvimento de espaços âncora para actividades diversas.
Implantada na Veiga de Creixomil, a área sob o viaduto de Candoso constitui um território de grande qualidade paisagística e produtiva, estando enquadrado na sua maioria por parcelas rústicas de uso agrícola, beneficiando ainda da proximidade com o rio Selho, que o atravessa no extremo poente.
A proposta do MAPa2012 vai no sentido da criação de um espaço livre, sem características programáticas rígidas, um espaço polivalente e multifuncional que permita a adaptabilidade a diversas iniciativas. A nível formal e de desenho do espaço a proposta assenta em três pilares fundamentais: a identificação dos principais pontos de acesso, o valor do carácter paisagístico da envolvente e a consideração pelo regime e usos das propriedades em redor. A existência de marcas culturais na paisagem e o contraste entre espaços silvestres é algo que entendemos como característica cénica ideal para a constituição de um espaço destinado a usos permanentes ou temporários, capaz de proporcionar novas oportunidades de criação, de expressão e de encontro, além de contrariar o paradigma de que infraestruturas desta natureza inibem a ampliação das suas finalidades.
Programa:




GUIMARÃES-PROXECTOTERRA
Localização: Guimarães e Galiza
Data: Outubro de 2011
Orçamento: 13.000 €
Estado: A Decorrer
Sinopse:
O projeto Guimarães-Proxectoterra é uma união colaborativa entre organismos de dois vastos territórios do norte da Península Ibérica - o concelho de Guimarães e a Galiza.
Ligados por objetivos comuns de divulgalção e formação sobre temas da arquitetura, da paisagem e do património, esta colaboração estabeleceu-se em outubro de 2011, quando a Câmara Municipal de Guimarães, através do MAPa2012 e da estratégia O Lugar Onde Vivemos, assinou um protocolo com o Proxectoterra, uma divisão do Colexio Oficial de Arquitectos de Galicia (COAG) dedicado à produção de materiais didácticos sobre temas da cultura territorial, urbanística e arquitetónica.
Este acordo, com ações previstas até 2013, tem por objectivo estabelecer um quadro colaborativo para a elaboração e oferta de um conjunto de atividades didáticas destinadas aos alunos do ensino obrigatório, apresentando aos estudantes galegos e portugueses o mundo da arquitectura, a sua ordenação integrada e o seu impacto na qualidade de vida das populações.
Em abril de 2012, foram lançados um novo Mapa e um Guia para Guimarães, fruto desta colaboração. Duas ferramentas que serão de grande utilidade para todas as visitas que as escolas galegas vão realizar a Guimarães no âmbito do Proxectoterra, mas também para as escolas e para os vimaranenses em geral, que passarão a dispor de novos materiais para melhor conhecer e interpretar o seu legado.
O Proxectoterra, encarregue da edição destes documentos, fará a sua distribuição nos centros da Galiza, que serão estreados já nas três visitas previstas para o corrente ano letivo, programadas no âmbito dos intercâmbios territoriais entre Guimarães e a Galiza, para alunos do ensino secundário.
* As acões desenvolvidas no âmbito deste projeto são acompanhadas através do blogue dedicado ao programa O lugar onde vivemos.
Anexos:
Mapa + Guia - Documentos Finais (Imagens)
Vídeo Guimarães-Proxectoterra



ANTIGA CARREIRA DE TIRO
Localização: Brito
Data (projeto): Outubro de 2011
Área: 480 m2
Orçamento: 106.973,00 €
Estado: Projeto Não Executado
Sinopse:
O projeto para a antiga Carreira de Tiro de Brito surge no contexto do programa Espaços Criativos, aproveitando a mobilização de vontades em torno de Guimarães - Capital Europeia da Cultura 2012 para reabilitar espaços devolutos, um pouco por todo o concelho, com o objetivo de promover a criação e a divulgação de atividades culturais, tanto por parte da população local como de outras pessoas e entidades que aqui se queiram fixar.
Ao MAPa2012 coube o desenho de uma intervenção mínima para a recuperação de elementos pontuais e de manutenção e limpeza de fundo do edifício, bem como outras alterações necessárias para o tornar passível de utilização pelo público em geral - como as instalações sanitárias ou a inclusão de rampas para pessoas de mobilidade condicionada.
Na dimensão imaterial deste projeto, ele é reabilitado numa perspetiva descentralizadora, segundo uma estrutura que poderá ser desenvolvida em rede por todo o concelho, criando uma malha viva e orgânica onde todos, de forma inclusiva, terão oportunidade de participar ativamente.
Este aproveitamento de espaços devolutos para fins culturais, recreativos e sociais que o MAPa2012 pretende implementar, poderá gerar novas formas de dinamismo, laboratórios de experimentação para novos modelos de regeneração de espaços e áreas envolventes ao centro urbano.
Programa:
Projetos Relacionados:




PERCURSO PARQUE DO SELHO / HÍDRICA DE SUMES
Localização: Selho S. Cristóvão e Selho S. Jorge
Data (projeto): Outubro de 2011
Área de intervenção: 12.230,40 m2
Orçamento: 80.241,50 €
Estado: A Decorrer
Sinopse:
Enquadrado na estratégia MOb2012, este percurso consiste numa ligação pedestre e ciclável entre o parque urbano do rio Selho e a hídrica do Carvalho do Moinho, e na requalificação do eixo pedonal entre a rua do Giestal e a rua do Carvalho do Moinho.
Este projeto totaliza uma área de intervenção de cerca de 12.230,40 m2 e um comprimento de percursos de 610,00 metros, dando continuidade à ligação entre o Campo de Agra e o parque urbano do rio Selho e potenciando ligações à freguesia de Serzedelo, pelas encostas do rio, e ao núcleo industrial e fabril de Pevidém.
A proposta estrutura-se em três áreas de intervenção. A primeira faz a ligação entre o Parque do rio Selho e a hídrica do Carvalho do Moinho, apresentando dois tramos distintos, considerando a sua implantação topográfica e a sua morfologia. O primeiro tramo propõe-se a proporcionar uma área de uso livre arborizada até à margem do rio; o segundo tramo, marginal ao rio, aproveita um caminho já existente, beneficiando dos muros de granito para a definição do seu limite.
A segunda área diz respeito ao eixo ‘rua do Giestal/rua do Carvalho do Moinho’ e propõe melhorias de acordo com parâmetros de conforto e segurança para a circulação exclusivamente pedonal. A rua do Giestal permite o acesso à frente sul do parque do rio Selho enquanto que pela rua do Carvalho do Moinho acede-se ao núcleo industrial de Pevidém.
Finalmente, a proposta de intervenção para o espaço envolvente à hídrica do Carvalho do Moinho, terceira área deste projeto, que apesar do carácter indicativo, pretende evidenciar as vantagens das sinergias entre infraestruturas de natureza pública e privada, por forma a tornar o espaço envolvente ao edifício acessível, destacando as estruturas que compõem a hídrica e a paisagem humanizada e natural do vale do rio.
Anexos:





REABILITAÇÃO DO CONJUNTO HABITACIONAL DO PLANO INTEGRADO
Localização: S. Paio e Creixomil
Data (projeto): Julho de 2011
Área: 74.593 m2
Orçamento: 4.822.730,44 EUR
Estado: A Decorrer
Sinopse:
O conjunto residencial que constitui o Plano Integrado precede de uma iniciativa de construção de carácter social pós 25 Abril de 1974 e abrange os bairros de Atouguia, Creixomil e S. Paio, num total de 655 fogos habitacionais localizados nas imediações do Estádio Municipal D. Afonso Henriques.
No presente, estes bairros encontram-se num estado de degradação física que afecta a qualidade construtiva e o conforto habitacional, estado que também se reflete na imagem do local dando origem algumas conotações negativas no que respeita à sua segurança e salubridade.
Este projeto de reabilitação lançado pelo MAPa2012 em estreita parceria com o IHRU – Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, pretende inverter o avançado estado de degradação da totalidade dos fogos. Serão intervencionados a envolvente exterior dos edifícios (cobertura, caixilharia), os espaços comuns e as infraestruturas.
Na perspectiva de expandir e complementar a reabilitação dos edifícios, foi feito um estudo com o intuito de melhorar a qualidade dos espaços públicos envolventes. Dada a relação de proximidade com o centro da cidade e a inclusão na área urbana de Guimarães é pertinente que estes espaços tenham um carácter urbano e de continuidade de percursos, de forma a que sejam acessíveis a todos e que possam contribuir para ampliar os limites do centro da cidade.
Para a avaliação do estado dos bairros, solicitamos a participação da população através do preenchimento de um formulário onde foram considerados uma série de parâmetros no que diz respeito ao conforto e à qualidade das habitações e envolvente exterior. Este método de consulta surge na linha de um trabalho de fundo de carácter imaterial, que acompanha todos os projetos e programas lançados pelo MAPa2012, e que diz respeito à (in)formação e cidadania; um trabalho que acreditamos ser da maior relevância para o futuro a médio e longo prazo do concelho, baseado numa ideia inclusiva de responsabilidade e gestão colectiva, em proximidade e em rede.
Este projeto decorre do sucesso da parceria anteriormente estabelecida entre o MAPa2012 / C. M. de Guimarães e o IHRU, para a reabilitação do Bairro de Nossa Senhora da Conceição, que em conjunto com as habitações do Plano Integrado perfaz uma área de intervenção de 128.417,89 m2, indiscutivelmente marcante na paisagem urbana de Guimarães.
Anexos:
Espaço Público - Levantamento Fotográfico
Edificado - Levantamento Fotográfico
Edificado - Estudos de Cor
Formulário - Modelo
Formulário - Tratamento e Análise das Respostas
Vídeos:





REABILITAÇÃO DO BAIRRO DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
Localização: Azurém
Data: Junho de 2011
Área: 53.824,78 m2
Orçamento: 2.294.090,04 €
Estado: Projeto Executado
Sinopse:
O projeto de reabilitação do Bairro de Nossa Senhora da Conceição partiu de uma vontade comum de proporcionar melhores condições de habitabilidade e salubridade a uma franja de população do centro urbano de Guimarães à altura segregada numa zona de habitação social em franca degradação.
Aproveitando o desejo anunciado à fábrica Lameirinho pela designer espanhola Agatha Ruíz de la Prada, de oferecer um mural à cidade, o MAPa2012 propôs que esse mural fosse aproveitado para a transformação positiva de uma das principais entradas na cidade, designadamente na transformação do Bairro de Nossa Senhora da Conceição e envolvente.
A intervenção proposta pelo IHRU - Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana constituiu uma oportunidade para Câmara Municipal de Guimarães, através do MAPa2012 , desenhar uma proposta mais alargada, envolvendo os espaços públicos, a população residente e várias associações e entidades locais interessadas em aderir ao projeto.
Paralelamente à intervenção material, a ideia do mural, então concebido especificamente para cada uma das faces dos 4 blocos, serviu de base para se repensar a entrada noroeste da cidade e inverter um ciclo depreciativo a que esta zona e os seus habitantes estavam sujeitos.
A cooperação e participação dos residentes foi essencial. Os moradores foram envolvidos em todas as decisões, numa assembleia plenária onde puderam votar as várias propostas apresentadas pelo MAPa2012 para as fachadas. Esta ação participada no processo de reabilitação proporcionou aos moradores a possibilidade de serem agentes ativos, apropriando-se e abrançando um projeto primeiramente destinado a eles.
O envolvimento dos parceiros Dyrup, Lucios e Lameirinho, contribuiu para o estabelecimento de uma sinergia orgânica, que capacitou o projeto de se tornar mais sustentado no tempo.
No final da obra, foi realizada uma grande festa de São João, que uniu os esforços de várias associações locais – Fraterna, Círculo de Arte e Recreio, Vinte Arautos, Trovadores do Cano, Cineclube – e da associação de moradores do bairro, numa comemoração participada por mais de 4000 pessoas.
Em termos de estratégicos, a reabilitação do bairro de Nossa Senhora da Conceição enquadrou-se num programa de mediatização com o objetivo de tornar este um caso visível por força do que nele é singular e específico. Através de um trabalho que compreende a médio prazo o favorecimento de novas formas de aprendizagem dentro do próprio bairro e de apoio à criação e à expressão popular, num espírito integrador, fou claro através dos resultados desencadeados por este projeto, que também é nestes espaços que se sedimenta uma história comum e urbana da cidade de Guimarães.
Anexos:
Programa Espaços Criativos
Dossier de Imagens Comparativas
Dossier de Imprensa Selecionada
Imagens da Festa de S. João + Inauguração
Dossier de Candidatura ao Prémio IHRU 2012
Painéis para a Candidatura ao Prémio IHRU 2012




Programa
O LUGAR ONDE VIVEMOS
Localização: Guimarães
Data: 2011
Estado: Programa a Decorrer
Sinopse:
‘O lugar onde vivemos’ é um programa criado com o objectivo de envolver os cidadãos do concelho de Guimarães no processo de crítica e reflexão sobre a paisagem e o património, promovendo o desenvolvimento de uma consciência colectiva mais participativa sobre o meio físico e humano que nos rodeia.
A organização da cidade, o planeamento de uma rua, o desenho de um edifício, são processos que devem ser pensados em proximidade, junto com os seus habitantes e cidadãos, uma vez que se destinam a eles em primeiro lugar. Por isso o MAPa2012 deseja estar mais perto e colaborar com todos os agentes transformadores do município em que actua.
Para o efeito serão lançadas várias iniciativas, tais como a elaboração e distribuição de questionários sobre qualidade de vida para bairros em processo de reabilitação, intercâmbios territoriais entre escolas ou a produção de materiais didáticos para diferentes idades que digam respeito a estes temas.
Actualmente, o programa enquadra-se numa rede de parcerias com os seguintes organismos:
O ProxectoTerra – uma divisão do Colexio Oficial de Arquitectos de Galícia, com o propósito de introduzir os estudantes dos diferentes ciclos do ensino obrigatório ao universo da arquitectura, da ordenação integrada do território e dos seus impactos na qualidade de vida das povoações.
A UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, uma associação intermunicipal, sem fins lucrativos, destinada a promover vínculos e intercâmbios entre as Cidades membro e autarquias dos países de língua oficial portuguesa.
As escolas do concelho, como o Agrupamento de Escolas Fernando Távora, atráves da participação de alguns professores de Educação Visual do segundo ciclo do ensino obrigatório, que com o apoio do MAPa2012 têm vindo a integrar temas do património e da arquitectura nos seus currículos;
O Agrupamento de Escolas das Taipas, e o Agrupamento de Escolas Santos Simões, que já se encontram a participar dos intercâmbios territoriais estabelecimentos para o presente ano lectivo com o Proxectoterra.
No nosso blogue - O lugar onde vivemos, vamos publicando toda a informação de interesse relativa às actividades e materiais que vamos desenvolvendo.
Projetos / Ações:




PERCURSO REBOTO / CAMPO DE AGRA
Localização: Candoso S. Martinho
Data (projeto): Abril de 2011
Área de intervenção: 6.245m2
Orçamento: 257.558,00 €
Estado: A Decorrer
Sinopse:
Enquadrado na estratégia MOb2012, este percurso dá continuidade ao projeto de recuperação do Caminho Real e da rede de percursos da Veiga de Creixomil, concretizando assim a ligação entre a cidade de Guimarães e o importante núcleo urbano e industrial das freguesias de Selho S. Cristóvão e Selho S. Jorge.
Além de melhorar a conetividade entre núcleos urbanos, fabris e rurais, este projeto procura criar uma ligação entre espaços de valências diferenciadas, no âmbito de outras estratégias previstas para o concelho. A lógica predominante de utilizar caminhos votados ao abandono ou com uma utilização desaproveitada, prende-se também com o facto das ligações atuais (rede viária), não serem adequadas à circulação não motorizada. Paralelamente, acreditamos que uma estratégia de recuperação dos habitats ribeirinhos ao longo do Rio Selho e nas encostas adjacentes é da maior importância no futuro, não só do ponto de vista do equilíbrio dos ciclos físico-químicos e biológicos do território, mas também para a melhoria da qualidade da paisagem de todo o vale.
A natureza humanizada da paisagem determinou a conciliação entre as atividades de recreio e lazer associadas ao passeio com a possibilidade de o percurso ter uma componente utilitária que sirva os proprietários ou arrendatários das parcelas que compõem o mosaico agrícola. A proposta em desenho consiste sobretudo na pavimentação do caminho, na execução de vedações e portões e na execução de uma ponte que atravessa o rio no extremo sudoeste.
Anexos: